Alzheimer: Como a família pode lidar melhor com os pacientes

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Envelhecer e com isso passar a ter um cenário de vida com algumas limitações tem sido visto como um caminho natural e que faz parte da oportunidade de se viver mais. Entretanto, considerar algumas mudanças de comportamento do idoso como normais para a idade não é a atitude indicada para garantir o bem-estar na velhice.

 

O alerta é do psicólogo Gustavo Souza, da Jequitibá Residência Assistida, que orienta familiares e cuidadores a não subestimarem sinais como esquecimento, mudanças de humor, alucinação e dificuldade para exercer funções do dia a dia. Isso porque esses podem ser os primeiros sinais do Alzheimer.

 

A doença é marcada por uma redução da capacidade cognitiva, ausência de autonomia, incapacidade de reconhecer coisas comuns e pessoas próximas, e mudanças gerais de comportamento. Diante disso, o ideal, de acordo com o piscólogo, é buscar uma avaliação multiprofissional, inicialmente com o geriatra, que poderá encaminhar para o neurologista e o psicólogo para fechamento do diagnóstico clínico e início do tratamento. Isso porque, apesar de não ter cura e ser progressivo, se diagnosticado no seu estágio inicial, o Alzheimer pode ter seu avanço retardado com atividades físicas, medicações e terapias, aumentando assim a qualidade de vida do idoso.

 

Como lidar
Um aspecto importante durante o tratamento do idoso com Alzheimer, segundo o psicólogo, é saber como lidar bem com o paciente que começa a apresentar os sintomas. “Surgem falhas de memória recente, agitação, mudanças de humor, dificuldade em pensar, compreender, falar, realizar tarefas, coordenar movimentos simples e concentrar-se em algo. Todo esse quadro, muitas vezes, é de difícil entendimento para familiares e cuidadores, mas ter atitudes adequadas é fundamental para a manutenção de um relacionamento sadio entre eles”, explica.

 

O psicólogo dá algumas dicas de como agir:
• Idosos com Alzheimer não se tornam crianças novamente, portanto não devem ser infantilizados em seus relacionamentos.
• Idosos com Alzheimer não estão em fase de aprendizagem, ou seja, algo dito hoje não será necessariamente assimilado amanhã. Ele voltará a perguntar as mesmas coisas cada vez mais e é preciso paciência, pois irritações causam desgastes emocionais que abalam a parte cognitiva do paciente.
• Quando um familiar ou cuidador estiver impaciente, o ideal é substituí-lo momentaneamente ou em determinada tarefa durante a qual o idoso com Alzheimer apresenta resistência em executá-la. Por exemplo, alguns idosos não aceitam tomar banho ou comer com um determinado filho, mas o fazem bem com outro.
• Idosos com Alzheimer se sentirão mais tranquilos se tiverem uma rotina de atividades. Por terem a noção de espaço e tempo prejudicada, ter uma agenda semanal com horários para acordar, tomar o café da manhã, realizar exercícios físicos, almoçar, ver televisão, passear, jantar, dormir, etc. ajudará a dar segurança.
• O fim da tarde provoca uma alteração hormonal que começa a preparar o corpo para o descanso. Nos quadros de Alzheimer, essa mudança muitas vezes causa medo, insegurança e agitação. Muitos buscam fechar as janelas de casa, por exemplo. Não discuta ou se irrite com ele.

 

Deixe-o expor sua necessidade e depois, aos poucos, vá mostrando que está tudo tranquilo e que as janelas precisam ser reabertas.

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