Como viver a sexualidade na velhice

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Durante muito tempo, a sociedade vem ditando padrões de comportamento que limitam a sexualidade humana a um período compreendido entre a puberdade e o início da vida adulta. Não à toa, com a chegada da velhice, muitos constroem uma associação entre a decadência física e o envelhecimento, o que dificulta ainda mais para o idoso expressar sua sexualidade, que vai muito além do ato sexual propriamente dito.

Segundo a coordenadora Técnica da Jequitibá Residência Assistida, a enfermeira Larissa Oliveira, o envelhecimento traz alterações fisiológicas que tornam o organismo mais suscetível a doenças, incapacidades funcionais, disfunção erétil, o que pode gerar alterações psicológicas, como medo, depressão e isolamento social. Porém, a lista de benefícios para o idoso que pratica a sexualidade é ainda maior.

“Ela é capaz de promover melhora da autoestima, maior satisfação em viver, além de incentivar o convívio social, a exemplo dos bailes da terceira idade”, explica. E completa: “a sexualidade tem pouco ou nada a ver unicamente com ereções e orgasmos, e sim com comunhão, com tocar e se deixar tocar, acariciar e ser acariciado, ter e dar prazer. O velho não deixa de amar, o que precisa é reinventar novas formas amorosas”.

A boa notícia é que a sexualidade pode ser a chave da longevidade, por estar geralmente associada a um envelhecimento ativo, com qualidade de vida, acompanhada de atividades prazerosas, boa saúde, alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. Partindo desse princípio, ela não apenas contribui efetivamente para a longevidade, como desenvolve papel fundamental no bem-estar do idoso.

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